Quem já jogou um livro-jogo costuma pensar em escrever o próprio. A tarefa assusta porque a história ramifica, mas um capítulo curto, de duas a três cenas, é viável para quem nunca escreveu antes.
Neste artigo você encontra os passos que a equipe de narrativa recomenda para um capítulo de mesa, do esboço à revisão.
Comece pelo objetivo
Escolha uma meta simples: recuperar um objeto, atravessar uma ponte, convencer um guarda. A meta deve caber em poucos parágrafos e ter pelo menos dois caminhos possíveis.
Quanto mais claro o objetivo, mais fácil é criar escolhas que importam.


Crie escolhas com consequência
Uma escolha boa muda algo no capítulo, mesmo que pouco: um item, uma pista, uma ajuda. Evite opções que levam todas ao mesmo parágrafo, pois o leitor percebe e perde o interesse.
Limite o número de opções a três por cena. Mais do que isso exige muito texto e cansa quem escreve.
Um capítulo curto e bem revisado agrada mais do que uma saga longa e confusa.
Use personagens que o grupo conhece
Incluir nomes e manias de amigos transforma o capítulo em lembrança. Peça autorização antes de usar o nome de alguém, e evite piadas que possam constranger.
Dê a cada personagem um traço fácil de reconhecer: um sotaque, um objeto, uma frase repetida.
Roteiro para um capítulo de mesa
- Defina uma meta clara.
- Crie pelo menos dois caminhos.
- Limite a três opções por cena.
- Inclua personagens do grupo, com autorização.
- Leia em voz alta e peça a alguém para testar.
Revise com calma
Releia o capítulo em voz alta. Frases longas demais ficam evidentes quando você as pronuncia. Verifique se cada caminho leva a um desfecho coerente.
Peça a uma pessoa de fora para testar. Ela encontrará becos e erros que você não vê.
Quer aplicar isso no jogo?
Se você prefere delegar, a equipe de narrativa escreve o capítulo com base no seu briefing.
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